VI EDIÇÃO – 2013 2018-08-07T17:01:02+00:00

VI EDIÇÃO – 2013

De 11 a 16 de dezembro de 2013

Dia 11/12

“O Diálogo das Técnicas – O Ator-Dançarino”: Abertura da 6ª edição da ARTE SECRETA DO ATOR durante a 16ª edição do Festival Internacional da Novadança

Sob a ótica de Eugenio Barba, com base na tradição da ISTA – International School of Theatre Anthropology, Julia Varley – atriz do Odin Teatret (DIN) -, Alício Amaral e Juliana Pardo – atores da Cia. Mundu Rodá (SP) e “mergulhadores” do Cavalo-Marinho – e Giovane Aguiar – dançarino e coreógrafo de Contato Improvisação (DF) – se apresentarão dialogando por meio de princípios técnicos pré-expressivos recorrentes na dança e no teatro para a construção da dramaturgia do ator-dançarino.

Horário: 19h

Local: CCBB – Brasília (Centro Cultural Banco do Brasil – End.: Sces Trecho 2 – Asa Sul)

Músicos convidados: Luiz Oliviéri e Valéria Lehmann

Produção: Luciana Martuchelli

Realização: Cia YinsPiração e Odin Teatret

Duração: 90 min

Entrada: Doação de um livro

ISTA, Escola Internacional de Antropologia Teatral, foi fundada em 1979. Concebida e dirigida por Eugenio Barba, tem base em Holstebro, Dinamarca. A ISTA é uma rede multicultural de artistas performáticos e acadêmicos dando vida a uma universidade itinerante cujo campo principal é o estudo da Antropologia Teatral. A ISTA pesquisa a base técnica do artista performático em uma dimensão transcultural. O objetivo desta escolha metodológica, derivando de uma aproximação empírica, é a compreensão dos princípios fundamentais que engendram a “presença” ou “vida cênica” do artistas performático.

A ISTA promove sessões abertas periodicamente sob pedido de instituições nacionais e internacionais que dão o apoio e fundos necessários. Cada sessão tem um tema diferente definindo um campo particular que é investigado por meio de aulas práticas, demonstrações de trabalho e análises comparativas. Cada vez, um número limitado de atores, dançarinos, diretores, coreógrafos, acadêmicos e críticos podem se inscrever para participar.

A Antropologia Teatral não deve ser confundida com a Antropologia Cultural. É um novo campo de estudo aplicada ao ser humano em uma situação de performance organizada.

Desde seu início, as sessões da ISTA foram sediadas nos seguintes locais: Bonn (Alemanha, 1980), Volterra e Pontedera (Itália, 1981), Blois e Malakoff (França, 1985), Holstebro (Dinamarca, 1986), Salento (Itália, 1987), Bolonha (Itália, 1990), Brecon e Cardiff (Grã Bretanha, 1992), Londrina (Brasil, 1994), Umeå (Suécia, 1995), Copenhagen (Dinamarca, 1996), Montemor-o-Novo e Lisboa (Portugal, 1998), Bielefeld (Alemanha, 2000), Sevilha (Espanha, 2004) e Breslávia (Polônia, 2005).

Cia. Mundu Rodá de Teatro Físico e Dança (SP), fundada em 2000 pelos artistas Juliana Pardo e Alício Amaral, vem construindo uma linguagem cênica própria a partir da observação, do contato e do diálogo com o Trabalho do Ator/Músico/Bailarino e as Danças Tradicionais Brasileiras. A partir de pesquisas e experiências, em viagens e com artistas de diferentes áreas, a Cia. trabalha na criação de uma metodologia de preparação e encenação do artista intérprete que dá destaque às corporeidades brasileiras. As pesquisas desenvolvidas pela Cia. Mundu Rodá são objetivadas na elaboração e organização de novas formas de construções corporais integradas ao canto e a música, ao teatro e a dança, dialogando com a tradição e a inovação, trilhando um caminho para a elaboração de um treinamento técnico que contribua na formação de atores e bailarinos, e esboçando a criação de novas formas de expressões contemporâneas da arte brasileira. Um dos eixos de pesquisa artística da Cia. Mundu Rodá é a Dança Dramática do Cavalo Marinho, proveniente da Zona da Mata Norte de Pernambuco onde residiram durante quatro anos (2000-2004) para estudo e prática desta tradição. Desde 2004 realizam intercâmbio artístico com mestres/brincadores de Cavalo Marinho, promovendo com os mesmos, atividades de formação e difusão sobre o brinquedo e o trabalho do ator no Estado de São Paulo.

Giovane Aguiar é diretor do Festival Internacional da Novadança desde 1996. Nos últimos anos participou de workshops e de performances com o português Rui Horta; com os norte-americanos Carla Perlo, Cathie Caraker, Nancy Stark Smith, Daniel Lepkoff, Lisa Nelson, Steve Paxton, Karen Nelson, Katie Duck, Ray Chung, Mark Tompkins e Howard Sonenklar; com o venezuelano David Zambrano; com os japoneses Lee Oka-Ryuji e Hisako Horikawa; com a holandesa Angélika Oei; com o alemão Dieter Heitkamp e o espanhol Jordi Cortés Molina. Desde 1992, é professor de Contato Improvisação. Possui conhecimento em dança clássica, moderna e contemporânea, medicina chinesa, Body-mind Centering e Body-work. Seus trabalhos já foram vistos em Portugal, Chile, Uruguai, Argentina, Venezuela, Espanha e Alemanha. Como coreógrafo criou os espetáculos: “Bertram”, indicado para o prêmio APAC de 1993; “Mulheres” apresentado em Portugal em 1996; “Zero” vencedor do prêmio Aluízio Batata de 1997, “Retratos (Portrait)” indicado para os prêmios Candango de Cultura e Prêmio Ok de 1998 e selecionado para a Plataforma Brasileira para os Rencontres Choreographiques Internationales de Seine-Saint-Denis (2001), em 2004 recebeu o prêmio da Caravana Funarte Brasil Central, “Cidades” (Sol Num Quarto Vazio) apresentado em diversas cidades do Brasil, “Mezzanino” para a companhia de dança Cos`é, “Vertigem” apresentado no Dança Brasil (2002) e “O Tratado Das Meias Verdades”, em 2005. Recebeu bolsa do Ministério da Cultura para o projeto Tanz in August realizado em 1996, Berlim Alemanha. Em 1998 representou o Brasil no VI Encuentro de Creadores realizado em Caracas – Venezuela. Em 2001 participou do Encontro Sul-americano de Dança Contemporânea e do Danzateatromultimedia, ministrando aulas e apresentando o espetáculo “Retratos”. Foi o co-diretor do filme “CIDADES” recebeu o Prêmio Especial da Associação Braziliense de Cinema e Vídeo – ABCV “PELO EXPERIMENTALISMO NA UTILIZAÇÃO DA LINGUAGEM CINEMATOGRÁFICA” e menção da crítica pela trilha sonora. Organizou os projetos “CI 25 Anos BSB”, “Arte Ocasional”, “Arte é Inútil” e “Você sabe o que é Contato e Improvisação”. Produziu a exposição Pinturas e Desenhos de Ralph Gehre e a exposição “Gentil Reversão” de Ralph Gehre, Chico Amaral, Elder Rocha, Ana Miguel e Gê Ortoff, coordenou a montagem da exposição de Bernar Venet “Bernar Vernet Brasil”, Sebastião Salgado “Êxodos”, Adriana Varejão “Azulejão”, Vik Muniz, Galeno, Bené Fontelles e Valéria Pena Costa e fez a Direção Artística do projeto Very Special Arts e a coordenação técnica do FOTO ARTE 2003. Coordenou a reforma e montagem do Espaço Cultural Contemporâneo – ECCO.

Luiz Oliviéri é músico, compositor e produtor musical. Sempre interessado no intercâmbio de linguagens, estudou piano na Escola de Música de Brasília e artes visuais na UnB. Compôs a trilha sonora de diversos filmes de ficção e documentário, espetáculos de dança-teatro, circo, exposições artísticas, instalações sonoras e intervenções urbanas . Em 2013, recebeu o Kikito de melhor trilha musical no 41 Festival de Cinema de Gramado (RS) e o prêmio de melhor música no Festival Guarnicê de Cinema (MA). Trabalhou recentemente nos espetáculos: Estudos para uma Odisséia, dirigido por Thierry Tremouroux (Bélgica) apresentado no Festival Cena Contemporânea 2013(DF) e O que me toca é meu também, dirigido por Raquel Karro (RJ), apresentado em várias cidades do Brasil.

Valéria Lehmann foi professora da Faculdade de Artes Dulcina de Moraes (2010 a 2012) e professora tutora a distância pela Universidade Aberta do Brasil (2011). Mestre em música, bacharel em Composição Musical e licenciada em Educação Artística com habilitação em Música pela Universidade de Brasília (UnB). No mestrado, investigou a Oficina de Pífano da UnB – ministrada desde 2007 pelo Mestre Zé do Pife – com especial interesse nos processos de aprendizagem na tradição oral e o ‘diálogo’ entre os chamados saber científico e popular. Atua/atuou como compositora, arranjadora, instrumentista, performer e professora, desenvolvendo trabalhos com diferentes grupos de música popular, experimental e outras linguagens artísticas, dentre eles a cia de dança contemporânea AntiStatusQuo, a cia de circo-teatro Udi Grudi e o grupo Mestre Zé do Pife e as Juvelinas. Após o nascimento dos filhos, tem se dedicado a assuntos que evolvem a maternagem, aprofundando na própria vida a questão da educação do ser.

De 12 a 16/12 – Workshop “Como Pensar Através de Ações” VI

Local: Solar Guadalupe

Tema: “Arquitetura do Ocaso”

Realização: Cia. YinsPiração e TAO Filmes